segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Turistas pagam R$ 800 para viver em aldeia indígena na Bahia

De dia, passeios guiados por índios pataxós, banho no rio, exercícios de arco e flecha, pintura do corpo e participação no ritual de confraternização. À noite, ao redor da fogueira, palestra sobre tradições e lendas indígenas e repouso em rede ou esteira, na oca. Nas refeições, pratos indígenas, claro.
Séculos atrás, essa rotina despertaria temor no homem branco. Hoje, turistas pagam R$ 800 para viver essa experiência durante cinco dias e quatro noites, em cinco aldeias na região de Porto Seguro (BA).
O passeio, criado pela agência Pataxó Turismo, atende no máximo a 12 pessoas por vez. As partidas ocorrem apenas nas semanas de lua cheia ou nova, sempre às terças-feiras. A empresa fica com 40% do valor e entrega aos índios os 60% restantes, conta Maria Luísa da Silva Cruz, dona da agência.


Turistas enfrentam mar para observar baleias na Bahia Tartaruga Gianecchini é galã do litoral baianoGuarde uma tarde em Salvador para o sobe e desce nas ruas do PelôNo Mercado Modelo, prove a porção de lambreta



"Hoje, a principal fonte de renda das aldeias é o turismo", afirma Cruz, cuja agência oferece várias outras opções de passeios em áreas indígenas.
O mais barato dura três horas e inclui visita a uma aldeia e degustação de um prato típico -R$ 45, com transporte.
Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
Estudantes visitam aldeia Krukutu, de índios guaranis que vivem em Parelheiros, bairro localizado na zona sul da capital paulista
Embora os brasileiros sejam maioria, muitos estrangeiros também procuram esses passeios. "Tem portugueses, argentinos, gente de vários países da Europa", diz Cruz.
Atualmente, segundo a dona da agência de turismo, a única aldeia da região que não tem um programa pago para receber turistas é a Coroa Vermelha, em cuja área foi celebrada, em 26 de abril de 1500, a primeira missa no Brasil, e hoje é uma espécie de bairro de Porto Seguro-com comércios e a maioria das casas de alvenaria.
As outras aldeias, situadas em reservas indígenas mais afastadas da área urbana, oferecem visitas pagas. "Isso começou há 11 anos, quando a única aldeia visitada era Coroa Vermelha e três índias pataxós propuseram a comercialização de passeios nas aldeias", conta.
Os índios também lucram com a venda de artesanato. Um cocar chega a custar R$ 500, mas há peças bem mais em conta, como um apito (R$ 10, em média) ou um colar (R$ 15).
Da Bahia ao Rio
Mesmo com o turismo em alta na própria aldeia, os pataxós também viajam para vender artesanato. No calçadão da orla de Copacabana (zona sul do Rio), por exemplo, é comum encontrar índios -devidamente paramentados- vendendo objetos da tribo.
O pataxó Joselito Vaqueiro, 38, cujo nome indígena é Quati Pataxó, costuma passar mais tempo no Rio -onde esteve de março a agosto- que na Bahia.
"Divulgo a cultura do meu povo e ganho o suficiente para me manter", diz Quati, que trabalha com um cocar na cabeça e o corpo pintado. Enquanto oferece o artesanato, ele distribui panfletos das agências que promovem o turismo indígena.
Em SP
Assim como os pataxós da Bahia, os 300 índios guaranis da aldeia Krukutu, em Parelheiros (zona sul de SP), também investem no turismo. Mas o resultado é bem diferente.
"A situação melhorou, mas a maioria depende mesmo é do emprego no posto de saúde ou na escola estadual", conta Olívio Jekupé, responsável por recepcionar os turistas na aldeia.
Cada um paga R$ 5 para assistir a uma palestra sobre a história dos índios, conhecer as instalações da tribo e percorrer uma trilha. Por mais R$ 2, assistem a uma apresentação do coral das crianças da aldeia.


O roteiro é divulgado no site http://www.culturaguarani.org.br/.


"O passeio foi legal. Nem imaginava como é a verdadeira rotina dos índios", aprovou Paulo Galvão de Faria, 26, que visitou a aldeia no dia 19.
De diferente, os visitantes viram apenas a língua -os moradores conversam em guarani-, e o artesanato. Em vez dos trajes típicos, vários índios vestiam camisas da seleção ou de clubes de futebol e era difícil alguém se apresentar com nome indígena -uma criança disse se chamar Robert.


Filha de SP

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Índios se revoltam contra madeireiros

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1119097-7823-INDIOS+SE+REVOLTAM+CONTRA+MADEIREIROS,00.html

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Índios confinados

http://www.agenciabrasil.gov.br/grandes-reportagens/2009/09/03/grande_reportagem.2009-09-03.0000293691/view

Índios guarani kaiowá vivem acampados Rodovia BR-463, Ponta Porã, em frente a uma grande fazenda onde seus antepassados estão enterrados



A apenas 5 quilômetros do centro de Dourados, 12 índios guarani kaiowá vivem acampados às margens da Rodovia BR-463, na saída para Ponta Porã, em frente a uma grande fazenda na qual dizem estar enterrados alguns de seus antepassados.
Os três barracos, improvisados com lona e pedaços de madeira velha, contrastam com as grandes propriedades rurais da região. No acampamento não há energia elétrica e os índios tomam banho e bebem água em um córrego próximo que está poluído. Eles se alimentam de cestas básicas entregues pela Fundação Nacional do Índio (Funai) a cada 15 dias. Não trabalham e às vezes vendem latinhas e garrafas descartáveis recolhidas às margens da rodovia. Dormem no chão ou em finos e gastos colchonetes, num local usado como galinheiro durante o dia.
“Estamos passando dificuldade aqui. A comunidade está sem coberta, dormindo no chão, fazendeiro não deixa a gente cortar nem lenha seca. Já falou que, se cortar madeira lá, pistoleiro vai matar índio aqui e se pescar no córrego também”, lamentou a líder do grupo, Damiana Cavanha, 75 anos.
“A gente já pediu pão na cidade. Aqui não dá para plantar nada nem para criar galinha direito. Ainda tem dez [galinhas], mas estão acabando. Se chove, molha a gurizada toda, que não tem cama nem coberta para diminuir o frio. Precisamos de lona, agasalhos e roupinhas”, acrescentou.
Na luta pela terra, os índios já se instalaram além dos limites da cerca. Nas duas vezes foram retirados – uma pela Polícia Federal e outra por uma empresa de segurança privada contratada pela fazenda. Os indígenas dizem ter sido orientados pela Funai a se manterem pacificamente às margens da rodovia até que tenham uma autorização judicial para ocupar parte do que hoje é a fazenda. “Tem que esperar a ordem do juiz. Mas essa terra é do índio mesmo. Minha tia está enterrada num cemitério lá. Tem que pegar para a gente pelo menos um pedaço de terra”, afirmou Damiana.
“Quando a gente quer muito conseguir alguma coisa, tem que cantar e rezar”, explicou Damiana ao fazer uma demonstração de sua cultura tradicional, com cantos e danças. Nas andanças pela aldeia, a líder indígena tem a companhia constante de um urubu que costuma pousar em sua cabeça como se fosse de estimação.
Os donos da propriedade não foram localizados para comentar a reivindicação dos índios de ter parte da área reconhecida. Outros fazendeiros da região disseram que a família já se aborreceu muito com a situação e evita comentar o assunto.


Agência Brasil

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Índios de Amambai sonham com mais terra para produzir e reduzir dependência

Amambai (MS) - Famílias que chegaram por último à aldeia após serem expulsas ou removidas de fazendas vivem em barracos improvisados Foto: Valter Campanato/ABr

Amambai (MS) - Famílias que chegaram por último à aldeia após serem expulsas ou removidas de fazendas vivem em barracos improvisados Amambai (MS) - Com aproximadamente 6 mil índios em uma área de 2,2 mil hectares, a aldeia de Amambai abriga famílias que sonham em recuperar terras de seus antepassados e enfrentam os reflexos negativos da falta de espaço para manter hábitos de uma cultura tradicional.Há moradias em boas condições, mas também muitas casas de sapê, com coberturas improvisadas por indígenas que chegaram ao local depois de serem expulsos ou removidos de outras localidades que deram lugar a fazendas.Calejado na luta pela terra, o índio kaiowá Italiano Vásquez, 52 anos, estima que as famílias da aldeia teriam direito a pelo menos mais 1,5 mil hectares onde viveram antigas gerações. Os estudos de demarcação iniciados em 2008 foram suspensos por determinação judicial. No fim de agosto, entretanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu cassar a liminar na Justiça liberando a retomada dos estudos na região.“Aqui em Amambai está lotado e não cabe mais ninguém. Estamos cheios de gente morando praticamente um em cima do outro. Cada patrício tem só 1 hectare”, descreveu Italiano, pai de oito filhos, ao caminhar entre pequenas plantações de mandioca, banana e cana-de-açúcar.“Tinha 3,6 mil hectares o nosso tekoha [o lugar onde o indígena realiza o seu modo de ser, na língua guarani], que agora se chama aldeia indígena de Amambai. Cada vez mais foi diminuindo e a população Guarani Kaiowá cada vez mais aumenta. Queremos terra para trabalhar e plantar, porque tem mais crianças chegando”, acrescentou o indígena, ex-capitão da aldeia em que nasceu e presidente de uma associação de produtores indígenas.Italiano sabe que a esperança de recuperar a terra depende de um acordo entre produtores rurais e autoridades para desapropriação das áreas.“Nossa luta é para retomar o chão que foi nosso. Isso é o mínimo que nós queremos do governo federal e da Funai [Fundação Nacional do Índio], o nosso chão de volta. Não estou pedindo ao fazendeiro para me dar área produtiva dele, só o que é nosso”, argumentou.Retomar o chão tradicional, entretanto, não será suficiente para garantir melhores condições de sustento. Uma queixa geral da comunidade é a ausência de assistência técnica adequada para lidar com a lavoura. Sem ela, há dependência das cestas básicas doadas pelo governo.“Precisamos de orientação, acompanhamento técnico, defensivos, adubos e sementes na época certa. Muitas vezes chegam as coisas depois que passou a época certa e aí falam que os indígenas não querem trabalhar. Depois que passou a época do plantio não adianta”, ressaltou Italiano.A aldeia de Amambai, como outras na região, está cercada por latifúndios nos quais há produção de soja e outros cereais e criação de grandes rebanhos bovinos.É embaixo de parte dessas terras que os índios encontram os argumentos para reivindicar o direito às áreas. “Queremos o lugar onde moravam nossos avós. Lá tem cemitério indígena em que os fazendeiros meteram trator em cima”, disse Italiano.Acampada em barracos improvisados em um canto da aldeia de Amambai, os cerca de 20 integrantes da família do kaiowá Nízio Gomes têm de se acomodar com dificuldade para dormir no chão, enrolados apenas em um pano. Eles reivindicam outra área que hoje está ocupada por uma fazenda. Segundo o indígena, a cesta básica distribuída pela Funai é insuficiente para o sustento. A precariedade faz com que Gomes deseje ainda mais depressa a “recuperação” da terra de onde seus antepassados teriam sido expulsos na década de 70.“Essa aldeia é dos outros, não é minha. Quero entrar [na outra área], acampar, sem prejudicar fazendeiro. Se ele quer, pode retirar tudo, madeira, árvore. Só queremos uma terra, na quantia que o governo demarcar”, afirmou.A falta de terra cria distintas situações na aldeia de Amambai. Enquanto famílias ficam dependentes das cestas básicas doadas pelo governo, outras tentam melhorar de vida com ajuda dos mais jovens que deixam aldeia em busca de trabalho na lavoura de cana. As usinas que usam a mão de obra indígena ficam a até 500 quilômetros de distância. Pela temporada de trabalho com o facão, em torno de 70 dias, cada índio volta para casa com a quantia de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Com esse dinheiro, a família compra material de construção, móveis e paga dívidas.“[O índio] Não acha serviço por aqui, tem muito preconceito. Quase não tem patrício que trabalha na cidade”, queixou-se Italiano.

Agência Brasil

Funai reconhece falhas na prestação de assistência aos guarani kaiowá






Brasília - A administradora regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados, Margarida Nicolleti, admite a ocorrência de atrasos na entrega de cestas básicas e de sementes para projetos agrícolas nas aldeias e acampamentos indígenas no sudoeste de Mato Grosso do Sul. Durante visita de quatro dias à região, a equipe da Agência Brasil ouviu reclamações de diversos líderes sobre a assistência prestada pela fundação às comunidades. Os índios da etnia Guarani Kaiowá sonham em recuperar áreas onde viveram seus antepassados e que hoje são ocupadas por fazendas.
Segundo Margarida, a implementação de projetos agrícolas nas reservas depende do repasse de recursos pela Funai às administrações regionais. A Funai nacional, por sua vez, também precisa aguardar a liberação de verba pelo governo federal. Os atrasos na distribuição de cestas se limitam, de acordo com a Funai, a 22 comunidades que recebem o auxílio duas vezes por mês.
“É um trabalho operacional difícil. Às vezes chove demais e as estradas ficam muito ruins”, alegou Margarida, em entrevista por telefone.A administradora considera, assim como o Ministério Público Federal (MPF), a estrutura funcional da Funai na região insuficiente diante do desafio de atender 40 mil índios, muitos vivendo em condição degradante. “A gente também tem feito essa solicitação à presidência da Funai. É preciso melhorar o quadro, com profissionais qualificados de áreas afins como serviço social e agricultura de subsistência, para podermos prestar um bom serviço à comunidade, da forma que os índios merecem”, disse. Para a Funai, o preconceito agrava a situação dos índios confinados em pequenos espaços na região. “Infelizmente existe muito preconceito e desconhecimento da cultura [indígena] por parte da sociedade. Isso faz com que as pessoas tenham um entendimento diferente do que é o índio e da forma como ele vive”, destacou a administradora.Margarida criticou a postura de fazendeiros que responsabilizam a Funai pela precariedade das aldeias.“No meu ponto de vista, a responsabilidade é de toda sociedade brasileira. Os governos do passado causaram esse problema, tirando índios de suas terras tradicionais e colocando em pequenas áreas. A Funai não tem como melhorar atendimento sem espaço. Há áreas que não tem onde plantar. Temos 23 acampamentos à beira de estrada onde não se tem o que fazer a não ser a ação emergencial de entrega de mantimentos.” Segundo a administradora, a Funai não pode remover os índios que vivem em acampamentos improvisados às margens de rodovias. Para minimizar o problema, a fundação distribui cestas básicas e doa lonas, casacos e cobertores para as famílias que esperam pelo reconhecimento de áreas tradicionais.“A Funai não trabalha com a prerrogativa de tirar [índio] aqui e colocar lá. Os próprios grupos que foram para beira de estrada não querem retornar para aldeias velhas, porque saíram de lá para não brigarem entre si pelo espaço reduzido, com famílias muito próximas umas das outras. Não aceitam retornar por falta de condições de vida digna”, explicou.

Agência Brasil

sábado, 5 de setembro de 2009

Índios da comunidade do Kurussu Ambá chegam a dormir no chão

Valter Campanato/ABr

Coronel Sapucaia (MS) - Dentro de barracões de lona à beira de rodovia, índios da comunidade do Kurussu Ambá chegam a dormir no chão pela falta de espaço e de colchões


Sem terras, indígenas sobrevivem às margens de rodovia em Mato Grosso do Sul Marco Antonio Soalheiro Enviado Especial

Coronel Sapucaia (MS) - Dentro de barracões de lona à beira de rodovia, índios da comunidade do Kurussu Ambá chegam a dormir no chão pela falta de espaço e de colchões Coronel Sapucaia (MS) - Às margens da Rodovia MS-284, que liga a cidade de Amambai a Coronel Sapucaia, próximo da fronteira com o Paraguai, dezenas de barracas de lona servem como abrigo para 76 famílias de índios da etnia Guarani Kaiowá.Eles esperam o reconhecimento do direito de posse das terras tradicionais, hoje ocupadas por mais de dez fazendas nos limites entre os dois municípios vizinhos. Formam a comunidade ou aldeia do Kurussu Ambá.A recepção a quem chega tem a desconfiança de quem já deparou com visitas pouco amistosas e se acostumou a viver sob ameaça desde 2007. Pelo menos três líderes indígenas foram mortos após tentativas de ocupação de parte das terras reivindicadas. Uma das vítimas foi Ortiz Lopes, executado a tiros por um desconhecido na porta de casa, em 8 de julho de 2007. Os índios dizem que os crimes foram cometidos por jagunços a mando de fazendeiros.Após detalhada identificação, os homens – que costumam se aproximar de visitantes desconhecidos munidos de porretes para, se necessário, se defender – se dispõem a falar sobre o drama em que se encontram. Querem se pintar para a ocasião e providenciam até uma espécie de “brincadeira de adultos”, que funciona como dança de boas-vindas. A alegria some, entretanto, ao lembrarem que a luta pela terra segue sem previsão de fim.Os estudos de demarcação que antecedem a homologação da área ainda não foram concluídos. Fica a persistência, como relata Cilene Fernandes, 28 anos, indicada para ser a porta-voz do grupo na entrevista.“A gente vai caminhando em frente, mesmo que aconteça alguma coisa a mais. A gente não vai desistir da nossa terra. Não podemos deixar isso para os fazendeiros. Se não entrarmos lá, eles vão destruir todas as florestas. Antes que façam isso, temos que retomar o que é nosso”, afirmou Cilene. “A gente se protege. Qualquer ameaça, todo mundo se junta e assim nós vivemos aqui dentro”, acrescentou.No barracões precários, as famílias se espremem. Até mães com crianças de colo dormem no chão. Para se alimentar, dependem da distribuição de cestas básicas pelos governos federal ou estadual, sujeita a atrasos. Em troca de algum mantimento, os homens prestam pequenos serviços na Aldeia Taquaperi, vizinha à área das barracas improvisadas.As crianças não estudam e são as mais prejudicadas pela frágil alimentação. Desde 2007, duas morreram de desnutrição na comunidade. “As crianças passam muita dificuldade, elas estão desnutridas, precisam de alimentação e a gente não tem de onde tirar, não consegue plantar nada”, disse Cilene.Bem perto dali, o contraste social da região se evidencia. Do outro lado da rodovia, há uma grande plantação de soja, já colhida. Índios contam que ficaram gripados quando o vento jogou sobre eles parte do veneno usado na plantação. Alguns quilômetros acima, é possível ver as boiadas em imensos pastos.Na despedida, os índios sem terra pedem para não serem esquecidos pelas autoridades. “Nossa situação tem que ser resolvida. A gente se envergonha de ficar nessa beira de estrada. Só estamos esperando a demarcação para voltar a nossa terra e plantar alguma coisa para as crianças”, afirmou Cilene.


Agência Brasil

Crianças indígenas crescem em acampamento precário à beira de rodovia

Dourados (MS) - Crianças indígenas crescem em acampamento precário à beira de rodovia federal Foto: Valter Campanato/ABr

Agência Brasil